

“São tantas perdas que não sei se aceito mais chegadas, tenho receio de amar, apegar, cuidar e no final ficar ali, sozinha com aquele tombo de sentimentos impedindo que voltastes, e que me esquece-se, achando mais amor em qualquer uma que lhe dizer ‘eu te amo’, enquanto a mim, fica o dever de a qualquer momento, quando não lhe derem mais amor lhe acolher de novo em meus braços.É isso que dá medo, ser sempre o ponto de partida de um alguém, e nunca o ponto de chegada, o objetivo, sou uma espécie de abrigo, que as pessoas só ficam perto quando mais ninguém as querem, isso acaba com certeza, com qualquer expectativa de alguém que chega pra ficar[…] É um conjunto de medo e ânsia, tudo pelo mesmo sentimento, amar, amor, amando, é poético, mas também é sozinho, único, no singular, tudo era pra dois, mas tudo foi se cumprindo por um[…] Talvez minha confiança comigo mesma esteja acabando, não sei mais nem amar, de tanto esperar algo reciproco que nunca chegou, a vontade de cuidar de alguém diminui, e focamos em achar alguém que cuide de nós, com nossos jeitos e desjeitos, com manias e vontades, mas que aceito por quem somos, e por quem podemos ser junto à ela[…] Agora me desejo, algum tipo de amor encantado, algo que acaba com essa fobia de chegadas, e que mude minha forma de pensar em torno de sentimentos, além do mais eles foram feitos para nos ajudar interpretar a vida rude, a vida que trás magoas, que trás tristezas, que leva os amores, mas que pode me trazer muita coisa, amor, carinho, paixão, desejos, abraços, beijos, e finalmente…você”Victória, v-adiar
Ao abrir os olhos e olhar pela janela, pude perceber que finalmente o inverno havia começado. Confesso que não sentia vontade alguma de levantar-me da cama, mas era preciso, pois havia prometido a mim mesma que iria fazer mudanças em minha vida. Levantei-me, vesti meu sobre tudo, peguei minhas chaves e fui dar uma volta. As ruas de Londres ficam mais vazias no inverno. Já percebera isso? — Perguntei-me. Passando em frente de um café, resolvi entrar, logo o garçom se aproximou.
— Vai pedir algo?
Respondi. — Açúcar!
— No café?
Retruquei. — Não, na vida!
— Esta muito ruim?
Finalizei. — Esta amarga…
O gentil garçom trouxe-me uma grande e quente xícara de café, sentada observando o viciante líquido preto, coloquei-me a pensar na vida. Eu realmente queria mudar, mas estava difícil deixar tudo para trás e seguir em frente. Era tudo diferente agora, tudo tão vazio, tão amargo. Faltava amor.
— Vai querer algo mais? Perguntou-me o garçom.
— Amor. Respondi.
— Desculpe, mas não vendemos amor.
— Sem açúcar, sem amor, só vazio […]

Levantem-se o espetáculo da iludida novamente, voltou aos cartazes telespectadores fiéis! Anuncia meu coração. Eu me faço de dura diante de diversos de sentimentos, mais não consigo resistir ao micróbio do amor, ele me faz delirar faz me sentir bem, faz me entrar em êxtase. Estou pisando por uma estrada repleta de cacos, que quem se machuca é meu próprio coração. Os ferimentos e decepções nunca parecem impedir-me de prosseguir esse caminho tão obscuro cheios de espinhos que realmente não florem e nem alegram o meu dia; Eu sei que a vida não é fácil, e tão pouco o amor será. Porém, o sofrimento não poderia fazer parte dele, não tão perto assim. Já dizia coríntios 13 que amor tudo suporta não é? E tudo ele acredita. Fazendo nos passar por tanto. É bem parecido no que a sociedade tem nos feito passar. Meu assunto não é falar sobre sociedade, muito pelo contrário. É sobre o assunto que eu mais falo… Amor e amor. O que tanto o amor me persegue? Ou não seja bem o amor, porque a ilusão não sai do meu pé? Ela se disfarça tão bem em palavras tão perceptíveis; eu sou tão tonta mesmo. Ela me chamou, e me ofereceu um chá, tinha um nome de “chá de otária” e eu tomei-o, pensei que mudaria que seria diferente. Mias foi igual a todos os outros fúteis que se passaram em minha vida e foram, e com o passar do tempo volta atrás de mim, com outra pose, outra face. Porém o mesmo blá blá que levei com todos os outros que usaram o mesmo disfarce; porque eu cheguei a pensar que aquele chá de tempos atrás não teria mais efeito? Não sei até quando isso vai se repercutir em minha vida. Isso é tão simplório e tão comum para mim… Talvez isso seja parte de mim… Fazer parte desse espetáculo cada vez, mas e mais. Talvez seja meu destino viver sozinha, eu me sinto melhor assim, melhor do que com um amor que realmente não vale de nada. Talvez seja culpa da minha mente. Que sempre esquece que é uma má ideia correr atrás do amor. Porque algo no meio do caminho me derruba. Se ao menos eu deixar um recadinho na porta da mente, talvez ela se lembre de deixar o amor para trás e seguir teu rumo. Modéstia minha tentar faze-la entender de vez por todas que o amor que tem que vir me achar dessa vez. Apenas dessa vez. Acho que devo deixar a solidão se instalar por um tempo, ela não ira me consolar, mas faz-me bem melhor do que certos sentimentos que se inserem sem minha permissão. Ao menos ela é educada. Ao menos um pouco. Porém, ela impede a entrada de certos sentimentos que me derrubam como esses. E eu ainda me pergunto… Devo continuar nesse amor ilusório? Devo deixa-lo ir? Eu não me decido se continuo a apostar nesse amor ridículo ou apenas o deixo ir, e cancelo o espetáculo. Eu realmente não sei o certo de mais nada absolutamente nada.
Jéssica Criste (almejante)

Estou aqui de volta meu antigo amor para lhe dizer obrigada. Obrigada por me ensinar o verdadeiro amor, me sinto agora como o lixo que você descartou e pisou sem receio qualquer, querido você me ensinou a não confiar mais em ninguém, noutrora me sinto incapaz de acreditar em qualquer outro, pois sobrevivo das mágoas que me causastes, límpida de tristezas tento me reconstruir de uma forma quase impossível, com você vivi os melhores e porque não dizer piores momentos de minha vida, aprendi que não devemos confiar em ninguém, que não devemos nos entregar de forma tão exagerada, que iremos acabar nos decepcionando no final. Quero te dizer que você foi o tudo e agora tento fazer com que se torne o nada de minha existência, não se sinta culpado, em momento algum pedi para que sentisse qualquer remorso ou arrependimento possível, só peço que repense seus atos e não os cometas com nenhum outro alguém, pois isso machuca muito sabia? Ainda estou tentando me curar das feridas que estão tão visíveis, quase impossível de saírem, mas eu sei que vai passar, tudo passa e porque não ser tão auto confiante? Agora não tenho mais o que perder, se algum dia te tive, infelizmente não consegui fazer com que você permanecesse sem chance nenhuma de tentar sair de fininho para não dizer o último adeus, tudo está se acabando como o pó e eu me sinto assim como uma estátua, que não sabe e sente que não pode fazer nada para mudar tal tristeza. Hoje me encontro fria como gelo, outrora me classificava como uma pessoa melhor, mas você conseguiu me mudar de uma forma tão intensa, que hoje não consigo mais me definir, triste eu sei, também sei que não tem como estar feliz diante de tal abstinência provocada por essa mania tão idiota de querer ter o que já se foi a tempos, não me diga que tudo vai passar por favor, isso seria como estar me matando por dentro, o que mais quero aqui e agora é ter você comigo no presente e quem sabe ter aquele lindo futuro que um dia sonhamos juntos e que agora se transformaram em pesadelos pra você. A cada lembrança me sinto pior, as vezes fico em meu canto parada e imóvel sem saber pra onde ir, tendo a certeza de que tudo se encontra tão perdido, certo dia me disseram que tudo o que me faz chorar agora irá me fazer sorrir amanhã, por enquanto tento acreditar nessa síntese, talvez seja melhor para que eu tenha em mim a certeza de que você só está sendo como um mal tempo, mas que um dia irá sumir e não deixar rastros, ouço aquelas músicas melodramáticas e lembro de ti, meus olhos coitados respondem por toda essa dor que encontra-se aqui mórbida, busco por soluções imediatas, desculpe por estar te dizendo todas essas meias palavras, não sou a melhor escritora possível, tenho argumentos pobres, minha gramática não é lá essas coisas, mas não venho com o fundamento de ser uma poeta, apenas quero que você compreenda pelo menos meia tristeza que sinto, quero que saiba o quanto está sendo difícil seguir em frente e mais uma vez te digo obrigada por me fazer aprender o quanto dói amar alguém, o amor dói, quisera eu saber isso antes de senti-lo dessa forma tão promiscua. (Doces-Amargos)